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Caicó, RN, Brazil
Professor de matemática atuando na rede municipal de ensino.
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sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

Prefeitura de Caicó recebe mais uma parcela com FPM zerado


Tem sido difícil a situação financeira da prefeitura de Caicó neste mês de Janeiro. A exemplo da primeira, a segunda parcela do Fundo de Participação dos Municípios, depositada pelo Governo Federal nesta sexta-feira (18) foi zerada, depois das deduções obrigatórias da Saúde, do Fundeb, a retenção do Pasep, e o desconto de INSS referente ainda ao mês de dezembro, quando o município era administrado pelo ex-prefeito Bibi Costa.

As dívidas referentes a INSS e 13º do mês de dezembro somaram 1 milhão, 574 mil, 147 reais e 36 centavos. Da primeira parcela do dia 10 foram descontados 638 mil, 473 reais e 38 centavos, e da parcela desta sexta foram descontados 230 mil, 413 reais e 62 centavos. Ainda restaram a quantia de 45 mil, 714 reais e 43 centavos a serem descontados na última parcela do FPM deste mês, isso referente ao INSS do mês de dezembro, sem contar que o INSS referente ao 13º continua em aberto e pode ser retido nos próximos repasses.

quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

Prefeitura de Caicó convoca 67 aprovados para a Saúde no Concurso Público



O prefeito Roberto Germano está fazendo a primeira convocação dos aprovados no concurso de 2012. ao todo estão sendo chamados 67 a serem lotados na Secretaria de Saúde, para várias funções. Os convocados devem comparecer no Departamento de Recursos Humanos do Centro Administração, no período de 15 de janeiro a 14 de fevereiro, das 8 as 13 horas, munidos dos documentos necessários para a posse.

AGENTE COMUNITÁRIO DE SAÚDE – BAIRRO JOÃO PAULO II E BAIRRO SOLEDADE
Maria Francineide Brito Santos

AUXILIAR DE CONSULTÓRIO ODONTOLÓGICO – ESF
Francisca Batista de Araújo
Maria Marcia da Cruz Miranda
Maria Aparecida da Silva
Ana Paula dos Santos Silva

CUIDADOR DA RESIDÊNCIA TERAPÊUTICA
Andrea Carla Dantas Cirne
Mariana de Medeiros Farias

EDUCADOR FÍSICO – PROJETO SAÚDE NA PRAÇA
Ranilce de Souza Simões

ENFERMEIRO – CEREST
Josenilda Dutra Maia

ENFERMEIRO – RESIDÊNCIA TERAPÊUTICA
Lidiane Carla dos Santos Borges

FISIOTERAPEUTA – CEREST
Juliana Fonseca

FONOAUDIÓLOGO – CEREST
Maria Luciana de Lucena

MÉDICO ANESTESISTA – ESF (ESTRATÉGIA SAÚDE DA FAMILIA)
Umberto Jefferson de Morais Lima
Ricardo Macedo de Oliveira

MÉDICO DO TRABALHO – CEREST
Nilson Shizue Suassuna

MÉDICO GENERALISTA – ESF (ESTRATÉGIA SAÚDE DA FAMILIA)
Paulo Ranieri de Araújo Moraes
Catarine Fonseca D. de Araújo
Dayanne Karla Lopes de Pontes
Thales Augusto de Medeiros
Eduardo Erasmo Costa F. Júnior
Pirini Ruda Quintanilha de Morais
Carla Andrea Lima de Oliveira
Luciana Aparecida Vieira
Tayrine Herika Lopes
Elisio Brito de Medeiros Galvão
Manoel Luiz do Nascimento Júnior
Francisco Evilacio Monteiro
José Fernandes
Carlos Procópio de Lucena
Milson Rabelo Ribeiro
Francisco Jares de Queiroz Silva

MÉDICO NEUROLOGISTA – CRI / CRA
José Edvaldo Guimarães Junior

MOTORISTA – ZONA RURAL – DISTRITO PALMA
Abdenego Felipe Silva Andrade

NUTRICIONISTA – CAPS
Edinalva da Silva Tomaz Aureliano

PSICÓLOGO – NASF
Yanne Kalini Medeiros de Araújo

PSICÓLOGO – CENTRO CLÍNICO GERSON FEITOSA E CRI/CRA
Michelline Medeiros de A. Amaral

PSIQUIATRA – CAPS
Fernando de Oliveira Cano

TÉCNICO EM ENFERMAGEM – ESF
Juliana Dantas de Andrade
Joelma Maria Nunes
Lucilene dos Santos
Maranda Michelly da Silva Gadelha
Maria Aparecida de Moura Adelina
Betania de Medeiros Azevedo
Elline Monalysa Souza Soares
Franciele Raquel Campelo Dantas
Maria Solange da Silva
Maria Zilda Valle de Medeiros
Jessyca Muriely de Medeiros Dantas
Sueli Santos da Silva
Rosidalva Emilia do Nascimento
Aguida Maria Mendes
Cinthia Oliveira de A. dos Santos
Ginaldo Alves de Lima
Almaisa de Medeiros Brito
Sandra Gonçalves de Araújo
Danielly Ruth Brito da Costa
Adeilsa de Almeida Silva
Victor Hugo Rodrigues de S. Araújo
Joice Pereira da Silva
Sandra Medeiros
Ezigemilson Silva de Faria
Ana Santana Vale dos Santos

TÉCNICO EM ENFERMAGEM – FUS
Vitoria Regina Nobrega de Melo E
Fabia Catarina Souza Cunha
Maria Socorro Lucena de Medeiros
Adriana Caldas Jeronimo

TERAPEUTA OCUPACIONAL – CAPS
Areta Muniz de Araújo

sexta-feira, 28 de setembro de 2012

Natalense com paralisia cerebral faz pós-graduação em neurociência


Cícera Bruna teve problemas no parto e nasceu com limitações. 
Hoje, com 28 anos, é formada em psicologia e já escreveu um livro. 
Rafael BarbosaDo G1 RN 

Psicóloga Cícera Bruna conta sua história de superação (Foto: Rafael Barbosa, do G1) 

"Uma luta incansável". O título da autobiografia da natalense Cícera Bruna Silva de Sousa resume a história de superação de uma mulher de 28 anos e que hoje trabalha numa clínica de reabilitação para pessoas com limitações físicas. A personagem poderia ser apenas uma entre tantas que buscam sobrepor seus próprios obstáculos, não fosse o fato dela própria ser portadora de paralisia cerebral. E mais: Bruna é psicóloga. Sozinha, ainda fez intercâmbio na Inglaterra, onde aprendeu a falar inglês básico. E, atualmente, cursa pós-graduação em neurociência. 

Bruna sofreu a paralisia cerebral durante o parto, em razão de um prolapso de cordão umbilical. Isso ocorre quando o cordão umbilical sai pela vagina antes de o bebê ser retirado, o que impede a passagem do sangue pelo cordão. A complicação pode provocar a morte fetal ou mesmo problemas de saúde que afetam o desenvolvimento da criança. Bruna sobreviveu, mas herdou dificuldades na fala e limitações motoras. Ela anda e se movimenta lentamente. 

Mesmo com as limitações, Bruna concluiu psicologia em 2010, numa universidade particular de Natal. E não pensa em parar. Hoje, ela cursa pós-graduação em neurociência em outra faculdade da capital potiguar. 

Com um sorriso largo e bastante disposição, a psicóloga diz que é feliz com o que já conseguiu fazer e com o que ainda está produzindo. "A felicidade quem busca somos nós. Eu sou feliz demais", disse ela. 

Bruna coordena um projeto de integração entre pacientes na mesma clínica de reabilitação em que por anos fez terapias. "Nós, que temos essas dificuldades, precisamos de momentos de lazer entre uma ida e outra ao médico", explicou, acrescentando que utiliza a própria psicologia para ajudar os jovens com limitações a conversarem sobre o problema. 


Psicóloga tem fala e movimentos limitados 
(Foto: Rafael Barbosa, do G1) 

A psicóloga 
De 15 em 15 dias ela se reúne com um grupo de pessoas entre 18 e 30 anos que fazem tratamento de problemas semelhantes aos dela. O objetivo é debater a vivência e as dificuldades dos portadores de necessidades especiais. 
É na clínica, agora trabalhando, que a psicóloga se apropria de sua experiência com as limitações para inspirar as pessoas a superarem suas dificuldades. "A sua vida pode acrescentar à minha. E a minha, à sua", ressaltou. 
Cícera Bruna toca os projetos na clínica, continua fazendo terapia e vibra com cada conquista. "O simples fato de conseguir tocar os dedos para mim é uma vitória", celebrou. 
A escritora
A autobiografia 'Uma luta incansável' reúne as anotações que Bruna fez em seu diário ao longo da adolescência. No livro, ela relata histórias de seu cotidiano. Como escritora, também faz planos para o futuro. A jovem está escrevendo um romance que deve ser publicado no próximo ano. Para ela, "o importante é olhar o lado positivo da vida, independente do que você tem". 






Licença médica entra no cálculo de aposentadoria




O Centro do Professorado Paulista (CPP) – entidade que representa profissionais do ensino fundamental e médio da rede estadual – conseguiu na Justiça reverter entendimento da Secretaria de Educação do Estado de São Paulo, que não incluía períodos de licença e faltas médicas no cálculo das aposentadorias. A entidade ingressou com ação contra o Estado em maio. O pedido de liminar foi negado pelo juiz Alexandre Jorge Carneiro da Cunha Filho, da 11ª Vara de Fazenda Pública de São Paulo. Ao analisar o mérito, entretanto, o magistrado julgou procedente o pedido. Segundo ele, o Estatuto dos Funcionários Públicos – Lei nº 10.261, de 1968 – estabelece que faltas para tratamento de saúde são consideradas tempo de serviço para a aposentadoria.

Para o juiz, o entendimento da secretaria é contrário ao disposto legalmente e a orientação da norma só poderia ser alterada por meio de outra lei. Por meio de nota, a Procuradoria-Geral do Estado de São Paulo (PGE-SP) informou que irá recorrer da decisão. A entidade decidiu ir à Justiça depois de verificar que professores tiveram que cumprir o período em que ficaram afastados por licença médica ou faltaram por motivos de saúde para se aposentar. Alguns, de acordo com o presidente do Centro do Professorado Paulista, José Maria Cancelliero, foram obrigados a voltar ao trabalho. A situação atinge aproximadamente quatro mil dos 116 mil associados do CPP. “É um absurdo obrigar o professor a compensar períodos em que esteve doente”, diz.

segunda-feira, 30 de abril de 2012

Inca identifica 19 tipos de câncer que podem estar relacionados ao trabalho



Além dos vilões já conhecidos como amianto, radiação solar e agrotóxicos, o estudo inclui 112 substâncias cancerígenas no ambiente de trabalho, como poeiras de cereal e de madeira


O levantamento Diretrizes de Vigilância do Câncer Relacionado ao Trabalho, divulgado nesta segunda, 30, pelo Instituto Nacional do Câncer (Inca), identificou 19 tipos de tumores malignos que podem estar relacionados ao trabalho.
Cabeleireiros e funcionários de salões de beleza: profissão que apresenta alto risco de câncer  

Além dos vilões já conhecidos como amianto, radiação solar e agrotóxicos, o estudo inclui 112 substâncias cancerígenas identificadas no ambiente de trabalho, como poeiras de cereal e de madeira. O estudo mostra também que os casos mais comuns da doença relacionada ao trabalho são leucemia, câncer de pulmão, no nariz, de pele, na bexiga, na pleura e na laringe.

Cabeleireiros e funcionários de salões de beleza estão entre as ocupações com alto risco de desenvolvimento de câncer, devido ao contato direto com tinturas, formol e outras químicas.

De acordo com a coordenadora do estudo, Ubirani Otero,o documento serve como alerta para a população, sobretudo, os trabalhadores e para as autoridades, que devem reavaliar as políticas públicas hoje existentes. Ela explicou que a relação câncer e trabalho no Brasil está subdimensionada, o que prejudica o plano de ação de enfrentamento ao câncer.

"É importante que o médico pergunte sobre o tipo de ocupação do paciente com câncer e que as pessoas prestem mais atenção a que tipo de substâncias estão expostos no seu dia a dia e que informem aos seus médicos sobre isso".

De acordo com o estudo, cerca de 46% dos casos de câncer relacionados ao trabalho não são notificados por falta de mais informação a respeito. Dos 113,8 mil benefícios de auxílio-doença por câncer dados pela Previdência Social, apenas 0,66% estavam registrados como tendo relação ocupacional.

Em países com mais pesquisas sobre o tema e políticas públicas voltadas para o câncer relacionado ao trabalho, como Espanha e Itália, casos de câncer ocupacional variam entre 4% e 6% do total de canceres e na maioria das estimativas dos países industrializados esse tipo de câncer corresponde a uma média de 5% dos casos da doença.

Ainda segundo a pesquisadora, a crescente inserção de mulheres em certos setores do mercado de trabalho, antes exclusivos dos homens, apontam para a necessidade de novas políticas voltadas para a saúde da mulher.

"Hoje há muitas mulheres trabalhando em postos de gasolina, com maior exposição ao benzeno; na construção civil, trabalhando com telhas de amianto, cimento; como mecânicas, ou seja, em várias novas situações de risco".

Para o o diretor do Departamento de Vigilância em Saúde Ambiental e Saúde do Trabalhador do Ministério da Saúde, Guilherme Franco Netto, a publicação é inédita e mostra o tamanho do desafio para os trabalhadores, gestores do Sistema Único de Saúde, do Ministério do Trabalho, da Previdência no diagnóstico, na prevenção, assistência e vigilância nessa área.

"Esse documento permite que organizemos integradamente [governos e órgãos de saúde] os conjuntos de ações para combater o câncer relacionado ao ambiente de trabalho. Hoje, as medidas são muito pontuais. Além de nos dar suporte técnico, mostra uma dívida [do Estado] com a sociedade, que deve ser prontamente sanada".

Guilherme Netto lembrou ainda que após o boom industrial da década de 70, somente agora casos de câncer antes incomuns estão aparecendo e que é fundamental diagnosticar esses casos, notificar e prevenir para que novos casos não aconteçam. Segundo ele, os sindicatos têm um papel vital principalmente no processo de prevenção.

"Ninguém do mercado vai apresentar uma lista dos problemas que um empregado pode ter em função de determinado trabalho. O papel do sindicato, por exemplo, é muito importante nesse sentido para alertar os trabalhadores sobre essas substâncias", completou Netto.

quarta-feira, 18 de abril de 2012

Governo anuncia R$ 505 milhões para tratamento de câncer pelo SUS


Ministro estima economia de R$ 70 mi com produção nacional de remédios.
7 mil pessoas podem se beneficiar com produção de remédio para leucemia.

O Ministério da Saúde anunciou na manhã desta quarta-feira (18) o investimento de R$ 505 milhões, nos próximos cinco anos, nas redes de unidades para tratamento de câncer no Sistema Único de Saúde (SUS). De acordo com o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, o governo também vai estimular a produção nacional de medicamentos de tratamento e combate ao câncer.
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Segundo Padilha, o ministério vai organizar a compra de equipamentos para radioterapia e a construção de salas adaptadas.

“Vamos adquirir 80 aceleradores nucleares para radioterapia no período de cinco anos”, informou. Conforme o ministro, a medida vai aumentar o acesso à radioterapia no país, principalmente nas regiões Norte e Nordeste.

Medicamentos
Ao falar do investimento na produção nacional de medicamentos oncológicos, o ministro informou que a medida poderá gerar uma economia de R$ 70 milhões ao governo. Segundo Padilha, o ministério firmou parcerias com sete laboratórios públicos e privados para produção de remédios contra leucemia mielóide crônica.

“A produção deste medicamento vai beneficiar mais de 7 mil portadores da doença. 6 mil deles são tratados no SUS”, disse Padilha.

sábado, 14 de abril de 2012

Pesquisa revela que brasileiros estão comendo mais fora de casa


Pesquisa mostra que famílias estão gastando, em média, 30% do total do orçamento reservado para a alimentação, em bares e restaurantes, um aumento de 14 % em relação a 2010. A frequência é maior no Sudeste.

Nunca antes na história nós, brasileiros, comemos tanto fora de casa. Agora, é quase todo dia.

Compras no supermercado, panelas no fogo todo dia, que nada! São apenas lembranças que, para a museóloga Ariadne Solano, eram tarefas obrigatórias da dona de casa. Hoje, melhor mesmo é esperar calmamente por uma mesa no restaurante. “Eu adoro. Para mim é um programa muito gostoso. O prazer de poder escolher entre várias opções, e o fato de eu pagar só o que eu for comer”, revela.

Tem muita gente pensando como Ariadne. Uma pesquisa mostra que as famílias estão gastando, em média, 30% do total do orçamento reservado para a alimentação, em bares e restaurantes, um aumento de 14 % em relação a 2010. E a frequência é maior entre os moradores da região Sudeste. “A gente já está há oito anos no mercado, e a cada ano a gente vê um crescimento de 10% ou 12%. Até hoje não parou esse crescimento", diz o dono de restaurante Sérgio Faenza.

O crescimento foi percebido em todas as faixas de renda. Afinal, os bons sabores independem do preço da refeição.

Sair para comer fora é não é mais um programa só para os fins de semana ou para comemorar datas especiais. É um hábito que ficou lá no passado. As razões são o aquecimento da economia e uma grande mudança no dia a dia de muitos brasileiros.

Os aposentados também contribuem para aumentar o movimento nos restaurantes. O casal Paulo e Belkisse Belmonte come fora todos os dias e já se acostumou a um "depois do almoço" pra lá de agradável.

“Meu filho casou. Somos só nos dois. Vou fazer comida pra dois? Então, a gente almoça fora e lancha a noite uma coisinha, uma fruta. Mantêm forma”, declara a aposentada Belkisse. “É muito bom, porque não tem aquilo de ficar na cozinha a manhã inteira. Depois do almoço, ficar lavando os pratos. Acho que é um prêmio para ela”, diz o marido.

sexta-feira, 13 de abril de 2012

Piso salarial de R$ 4,6 mil para enfermeiros é aprovado








A Comissão de Trabalho, de Administração e Serviço Público aprovou na última quarta-feira (11) o Projeto de Lei 4924/09, do deputado Mauro Nazif (PSB-RO), que fixa o piso salarial de enfermeiros em R$ 4.650. Por sugestão do relator, deputado Assis Melo (PCdoB-RS), a comissão também acolheu emenda anteriormente aprovada pela Comissão de Seguridade Social e Família, que fixa o salário dos técnicos de enfermagem em 70% do piso (R$ 3.255), em vez dos 50% previstos no projeto original.

O texto aprovado também aumenta o percentual previsto para auxiliares de enfermagem e parteiras. No projeto original eles receberiam 40% do salário do enfermeiro. O texto aprovado fixa um percentual de 50% do piso (R$ 2.325) para essa categoria. “Sabemos que um piso salarial digno desestimula que os trabalhadores mantenham diversos empregos em detrimento da saúde deles e de seus pacientes. Nossa realidade demonstra que grande parte dos profissionais da saúde se submete a longas jornadas e a múltiplos vínculos contratuais”, disse Assis Melo.

Tramitação
O projeto, que tramita em caráter conclusivo, ainda será analisado pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Aborto de anencéfalos não é mais crime, decide STF

 
 
À tarde, quando a maioria dos votos dos ministros era favorável à descriminalização, mulheres comemoraram em frente ao STF 
Foto: José Cruz/Agência Brasil


O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu nesta quinta-feira que não é mais crime o aborto de fetos anencéfalos (com má-formação do cérebro e do córtex - o que leva o bebê à morte logo após o parto). Já era permitida a interrupção da gestação em casos de estupro ou claro risco à vida da mulher. Todas as demais formas de aborto continuam sendo crime, com punição prevista no Código Penal.


A antecipação do parto de um feto anencéfalo passa a ser voluntária e, caso a gestante manifeste o interesse em não prosseguir com a gestação, poderá solicitar serviço gratuito do Sistema Único de Saúde (SUS), sem necessidade de autorização judicial. Os profissionais de saúde também não estão sujeitos a processo por executar a prática.

Para os demais tipos de aborto, a legislação brasileira estabelece pena de um a três anos de reclusão para a grávida que se submeter ao procedimento. Para o profissional de saúde que realizar a prática, ainda que com o consentimento da gestante, a pena é de um a quatro anos.

Segundo o relator do processo no STF, ministro Marco Aurélio Mello, já foram concedidas 3 mil autorizações judiciais no País para interrupção da gravidez de feto anencéfalo. A cada mil recém-nascidos no Brasil, um é diagnosticado com a má-formação cerebral. Esse índice deixa o Brasil em quarto lugar no mundo com mais casos de fetos anencéfalos, atrás de Chile, México e Paraguai.

A anencefalia é definida na literatura médica como a má-formação do cérebro e do córtex do bebê, havendo apenas um "resíduo" do tronco encefálico. De acordo com a Confederação Nacional dos Trabalhadores na Saúde (CNTS), a doença provoca a morte de 65% dos bebês ainda dentro do útero materno e, nos casos de nascimento, sobrevida de algumas horas ou, no máximo, dias.

O julgamento
O placar final do julgamento foi de 8 a 2, em sessão que começou ainda na manhã de ontem. O caso chegou à Suprema Corte há oito anos, movida pela CNTS.

Naquele mesmo ano, o ministro Marco Aurélio Mello concedeu liminar para autorizar a antecipação do parto quando a deformidade fosse identificada por meio de laudo médico. Porém, pouco mais de três meses depois, o plenário decidiu, por maioria de votos, cassar a autorização concedida. Em 2008, foi realizada uma audiência pública, quando representantes do governo, especialistas em genética, entidades religiosas e da sociedade civil falaram sobre o tema.

"Cabe à mulher, e não ao Estado, sopesar valores e sentimentos de ordem estritamente privada, para deliberar pela interrupção, ou não, da gravidez (de anencéfalos)", disse ontem o relator do processo, ministro Marco Aurélio Mello, que votou pela descriminalização do aborto de anencéfalos.

Além de Marco Aurélio, votaram a favor da prática os ministros Rosa Weber, Joaquim Barbosa, Luiz Fux, Cármen Lúcia, Ayres Britto, Gilmar Mendes e Celso de Mello. Divergiram da maioria dos ministros Ricardo Lewandowski e o presidente do STF, Cézar Peluso.

"A ação de eliminação intencional da vida intra-uterina de anencéfalos corresponde ao tipo penal do aborto, não havendo malabarismo hermenêutico ou ginástica dialética capaz de me convencer do contrário", disse Peluso. "Ser humano é sujeito. Embora não tenha ainda personalidade civil, o nascituro é anencéfalo ou não investido pelo ordenamento na garantia expressa, ainda que em termos gerais, de ter resguardados seus direitos, entre os quais se encontra a proteção da vida", argumentou.

O ministro Dias Toffoli não votou porque se declarou impedido. Ele atuou no processo quando era advogado-geral da União.

quinta-feira, 12 de abril de 2012

STF: Celso de Mello vota pelo aborto de anencéfalos; placar é de 8 x 1

 

Julgamento foi retomado nesta quinta-feira
Foto: Nelson Jr/STF/Divulgação
DIOGO ALCÂNTARADireto de Brasília


O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Celso de Mello votou pela procedência do processo que pode fazer com que deixe de ser crime o aborto de fetos anencéfalos (com má-formação do cérebro e do córtex - o que leva o bebê à morte logo após o parto ou a uma curta vida vegetativa). O placar agora é de 8 votos a 1 a favor da prática. Falta agora apenas o voto do presidente da Corte, ministro Cezar Peluso, para que o assunto seja decidido. Até a leitura do resultado, os ministros, em tese, podem modificar seus votos.


"O crime de aborto pressupõe gravidez em curso e que o feto esteja vivo. E mais, a morte do feto vivo tem que ser resultado direto e imediato das manobras abortivas", disse o ministro. "A interrupção da gravidez em decorrência da anencefalia não satisfaz esses elementos. (...) A interrupção da gravidez é atípica e não pode ser taxada de aborto, criminoso ou não", argumentou Celso de Mello.

O ministro retomou a discussão sobre Estado e religião andarem separados no Brasil. O tema é recorrente no voto dos juízes porque grupos religiosos são os maiores críticos de uma possível descriminalização desta prática de aborto. "Nesta República laica, o Direito não se submete à religião, embora a respeite", disse. "O único critério a ser utilizado na solução da controvérsia agora em questão é o que se fundamenta no texto da Constituição, nos tratados internacionais e nas leis da República", acrescentou Celso de Mello.

"Não estamos autorizando práticas abortivas, nem legitimando a prática do aborto. Essa é uma outra questão que eventualmente poderá ser submetida a esta Corte", disse o ministro, seguindo esclarecimento feito por outros ministros durante os votos.

Ontem, Marco Aurélio votou pelo fim da criminalização do aborto de fetos anencéfalos. Ele foi seguido pelos ministros Rosa Weber, Joaquim Barbosa, Luiz Fux, Cármen Lúcia, Ayres Britto e Gilmar Mendes. O ministro Ricardo Lewandowski divergiu da maioria.

O processo que entrou na pauta do STF nesta semana foi movido em 2004 pela Confederação Nacional dos Trabalhadores na Saúde (CNTS), que pede para explicitar que a prática do aborto, em caso de gravidez de feto anencéfalo, não seja considerada crime.

Atualmente, o Código Penal prevê apenas duas situações em que pode ser realizado o aborto: em caso de estupro ou de claro risco à vida da mulher. A legislação proíbe todas as outras situações, estabelecendo pena de um a três anos de reclusão para a grávida que se submeter ao procedimento. Para profissional de saúde que realizar a prática, ainda que com o consentimento da gestante, a pena é de um a quatro anos.

Em 2004, o ministro Marco Aurélio concedeu liminar para autorizar a antecipação do parto quando a deformidade fosse identificada por meio de laudo médico. Porém, pouco mais de três meses depois, o plenário decidiu, por maioria de votos, cassar a autorização concedida. Em 2008, foi realizada uma audiência pública, quando representantes do governo, especialistas em genética, entidades religiosas e da sociedade civil falaram sobre o tema.

A anencefalia é definida na literatura médica como a má-formação do cérebro e do córtex do bebê, havendo apenas um "resíduo" do tronco encefálico. De acordo com a CNTS, a doença provoca a morte de 65% dos bebês ainda dentro do útero materno e, nos casos de nascimento, sobrevida de algumas horas ou, no máximo, dias.

Anencefalia: quanto tempo é possível sobreviver sem cérebro?


 
 


A anencefalia é caracterizada por uma má formação do feto, que não desenvolve o cérebro e o cerebelo
Foto: Getty  

ANGELA CHAGAS

O Supremo Tribunal Federal (STF) vai decidir nesta quarta-feira se as mulheres podem interromper a gestação de fetos anencéfalos. A anomalia ocorre quando o embrião não desenvolve o cérebro e o cerebelo. Alguns especialistas defendem que o direito dessas crianças à vida deve ser respeitado, enquanto outros alertam para os riscos e traumas de uma gestação desse tipo. Mas afinal, é possível que um bebê que nasce sem cérebro sobreviva por muito tempo?

Segundo o médico docente em genética na Universidade de São Paulo (USP) e especialista em medicina fetal, Thomaz Rafael Gollop, a sobrevida sem a estrutura cerebral é, na maioria dos casos, de poucas horas. "A anencefalia é um defeito congênito, que atinge o embrião por volta da quarta semana de desenvolvimento, ou seja, numa fase muito precoce. Em função dessa anomalia, ocorre um erro no fechamento do tubo neural, sem o desenvolvimento do cérebro", diz. Para Gollop, a chance de sobrevida por um período prolongado é "absolutamente inviável".

Cinquenta por cento das mortes em casos de anencefalia são provocadas ainda na vida intrauterina. Dos que nascem com vida, 99% morrem logo após o parto e o restante pode sobreviver por dias, ou poucos meses. "Os que sobrevivem, conseguem fazer o movimento involuntário de engolir, respirar e manter os batimentos cardíacos, já que essas funções são controladas pelo tronco cerebral, a região que não é atingida pela anomalia. Alguns não precisam do auxílio de aparelhos e chegam até a serem levados para casa, mas vivem em estado vegetativo, sem a parte da consciência, que é de responsabilidade do cérebro", afirma o professor de bioética da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), José Roberto Goldim.

O especialista em bioética defende que é um equívoco afirmar que os bebês anencéfalos são "natimortos cerebrais". Ele diz que o Conselho Federal de Medicina revogou uma resolução em 2010 que tratava os casos de anencéfalos como morte encefálica, já que eles apresentam uma "viabilidade vital". "O mais importante é desmistificar a visão de que a anencefalia é incompatível com a vida extrauterina. Temos um caso em Porto Alegre, no Hospital de Clínicas da UFRGS, de paciente que viveu quatro meses. Enquanto para algumas mães é um sofrimento levar adiante uma gestação que vai resultar em morte, para outras é importante permitir o curso natural até a morte", diz ao defender o direito de escolha nesses casos.

Já os casos de bebês que apresentam uma sobrevida maior - de até 2 anos - os especialistas concordam que não podem ser considerados anencefalia. Thomaz Gollop cita como exemplo a menina Marcela de Jesus Galante Ferreira, que sobreviveu 1 ano e 8 meses após ser diagnosticada como anencéfala. Para o geneticista, esse é um caso extremamente raro de uma anomalia chamada merocrania - quando há resquícios do cérebro revestido por uma membrana que protege contra infecções e prolonga a expectativa de vida. "Mesmo assim, todos os casos também culminam na morte".

Brasil é o quarto País com maior incidência de casos
A incidência é de aproximadamente um em cada mil nascimentos no Brasil. "Isso corresponde a cerca de 3 mil casos por ano", afirma Gollop. Segundo ele, o País é o quarto do mundo com o maior número de casos de anencefalia. Em primeiro lugar está o País de Gales. "Não sabemos por que da incidência maior nesses países, já que apresentam características tão diferentes", afirma.

A ciência ainda não sabe explicar exatamente as causas da anencefalia. Gollop explica que ela é uma condição multifatorial, influenciada por fatores genéticos, ambientais, sazonais e geográficos. O médico disse ainda que há formas de prevenir pelo menos metade das ocorrências a partir da ingestão de ácido fólico (um tipo de vitamina B) dois meses antes e no primeiro mês da gestação.

Diagnóstico
O diagnóstico pode ser feito a partir do terceiro mês de gestação por meio de uma ultrassonografia. Segundo Gollop, mesmo que a anomalia seja detectada precocemente, não há mecanismos que possam ser adotados para salvar o feto. Segundo ele, a partir do diagnóstico as mães que querem interromper a gravidez precisam recorrer a uma decisão judicial, que normalmente leva em torno de 15 dias. Se os ministros do STF decidiram pela regulamentação da interrupção da gravidez nesses casos, Gollop destaca que as mães que desejarem manter a gestação terão seu direito assegurado. "Muitas mães preferem seguir com a gestação e isso também precisa ser respeitado", afirma.

Os especialistas afirmam que esse tipo de gestação apresenta alguns riscos. Como a criança não tem reflexos para engolir o líquido amniótico, ele fica retido no útero, que pode não contrair na hora do parto, provocando hemorragias. Outros problemas mais comuns em gestações de risco podem ocorrer, como desenvolvimento de hipertensão e deslocamento da placenta.

Dia do Médico Obstetra

12 de Abril é dia do Médico Obstetra


A obstetrícia é a especialidade médica que acompanha as mulheres grávidas durante a gestação, parto e pós-parto.

O médico obstetra é considerado o médico da Mulher, pois ele é responsável pelas orientações relacionadas à sua saúde.

Esse médico dá conselhos pré-gestacionais e acompanha a saúde do feto, o que permite identificar anormalidades precocemente e possibilita intervenções terapêuticas ainda no útero.

O trabalho de prevenção é realizado durante o pré-natal e tem auxiliado a diminuir as taxas de mortalidade infantil e materna. O objetivo da Assistência pré-natal é orientar a mãe quanto às modificações no organismo, modificações de hábitos alimentares e físicos, impedir que a paciente fique anêmica, orientar a mãe para um parto mais humanizado e uma gravidez saudável.

O obstetra deve alertar sempre as futuras mães quanto a doenças que possam afetar a ela e ao bebê, principalmente doenças como a rubéola e a toxoplasmose que podem causar problemas de visão, distúrbios de desenvolvimento, má formação e até mesmo o aborto.

É muito importante que o obstetra e a gestante tenham uma boa relação e confiança mútua para facilitar os exames e os encaminhamentos de uma gravidez. Entre os principais exames utilizados podemos citar: ultra-sonografia, dopplefluxometria, cardiotocografia e exames laboratoriais maternos, os mais importantes são as sorologias que visam identificar a presença de agentes infecciosos como vírus, bactérias ou protozoários. São esses exames que ajudam a diagnosticar e tratar as patologias mais comuns durante uma gravidez.




A obstetrícia é o ramo da medicina que estuda a reprodução na mulher. Investiga a gestação, o parto e o puerpério nos seus aspectos fisiológicos e patológicos.

O obstetra é o médico especialista que cuida do desenvolvimento do feto, além de prestar assistência à mulher nos períodos da gravidez e pós-parto (puerpério).

No entanto, existem outros profissionais habilitados no cuidado ao ciclo gravídico puerperal do parto normal: Enfermeiros Obstetras e Obstetriz. O termo "obstetrícia" vem da palavra latina "obstetrix", que é derivada do verbo "obstare" (ficar ao lado). Para alguns, seria relativo à "mulher assistindo à parturiente" ou "mulher que presta auxílio".

Projeto Saúde na Escola chega à zona rural de Caicó



Em sua segunda etapa de ações, o projeto, que já beneficiou mais de 2,7 mil estudantes e 300 professores, realiza atendimentos nas escolas municipais de diferentes distritos da zona rural de Caicó, facilitando o acesso de cada vez mais crianças e adolescentes a cuidados com a saúde visual, auditiva e bucal e contribuindo para uma maior qualidade de vida e melhor rendimento nas salas de aula do município.

Para a visita dos especialistas nesta nova etapa, uma unidade escolar é escolhida como sede para a realização das consultas e exames nos alunos e profissionais das outras escolas municipais da localidade. Na próxima segunda (16) e terça-feira (17), a equipe chega ao Distrito de Palma e os atendimentos serão oferecidos na Escola Municipal Bernadete de F. Ginani. O projeto Saúde na Escola é desenvolvido através de uma parceria entre a Secretaria Municipal de Saúde de Caicó e o Instituto Pedro Cavalcanti (IPC).

Durante os atendimentos nas instituições, aos alunos são oferecidos exames de audiometria, imitanciometria e testes de acuidade visual, além de ações preventivas de saúde bucal, em parceria com os profissionais do Programa Saúde da Família (PSF) do município. Aos professores, são disponibilizados exames de espectrografia vocal, como também orientações sobre cuidados diários com a voz.

terça-feira, 10 de abril de 2012

Pesquisadores desenvolvem tecido inteligente para diagnosticar doenças



Pesquisadores espanhóis desenvolveram um tecido inteligente que diagnostica o estado de saúde da pessoa que o veste graças a uma tintura de nanotubos de carbono que transforma a peça de roupa em um condutor elétrico capaz de detectar substâncias químicas.

O pesquisador Francisco Andrade, do grupo de pesquisa da Universidade Rovira i Virgili (URV) de Tarragona, no nordeste da Espanha, dirige este projeto que transforma as fibras têxteis em detectores de substâncias químicas que fornecem dados sobre o estado de saúde, com aplicações também para fins esportivos.

O tecido banhado em uma tintura de nanotubos de carbono detecta as substâncias químicas presentes nos fluidos corporais (como suor e urina) e as transforma em sinais elétricos enviados para um computador ou qualquer dispositivo móvel inteligente para que sejam interpretados por um médico ou pelo próprio usuário.

Em um prazo de entre três e quatro anos, segundo os pesquisadores, poderão ser encontradas no mercado peças de roupa interativas que, metaforicamente, passam a comportar-se como um neurônio, resumiu Andrade.

O método é "rápido, simples e econômico" e os pesquisadores demonstraram que podem "determinar muitos tipos de íons e também o ph de uma forma simples e rápida", e por isso a roupa tratada assim "pode detectar propriedades de nosso corpo sem nos darmos conta" mediante um sistema nada invasivo, explicou o pesquisador.

Por enquanto, os sensores na roupa foram testados em um manequim e se observou que podem detectar de forma direta a composição do suor artificial.

Os pesquisadores confiam que estes tecidos inteligentes sejam muito úteis para controlar, por exemplo, a cicatrização de uma ferida ou diagnosticar em seguida doenças como o diabetes e a fibrose cística.

A roupa inteligente também tem finalidades esportivas, já que a composição do suor está relacionada com o estado metabólico do atleta.

O grupo de pesquisa desenvolve também sensores de creatinina que poderão agir como uma "fralda inteligente" que meça componentes da urina e sensores de trombina para detectar sangramentos e outras biomoléculas.

segunda-feira, 9 de abril de 2012

10 maneiras de usar casca de ovo



 
 
 








Composta basicamente de cálcio, a "embalagem" desse alimento serve para proteger a parte interna, onde se desenvolve o embrião. Em vez de jogar a casquinha fora depois de preparar o ovo, guarde-a para utilizá-la no jardim, na limpeza, na cozinha e até na decoração
 

CONFIRA A SEGUIR DEZ DICAS INUSITADAS DESSA MARAVILHA DA NATUREZA! 

1. Mosaico diferente
Se você gosta de fazer arte em casa, esmague cascas de ovos - antes lave-as e seque-as no forno - em pedacinhos pequenos e cole-os na tampa de uma caixa de madeira, formando um grande mosaico. Depois, é só colorir tudo com tinta plástica. 

2. Decoração de festa 
Que tal pintar ovos e recheá-los com confete de chocolate para dar como lembrança de Páscoa, aniversário, chá de bebê...? Fure uma das extremidades da casca com agulha e, com cuidado, abra uma pequena tampa na outra ponta. Assopre pelo buraco menor para que a clara e a gema saiam pela abertura do outro lado. Higienize o interior com água e sabão e seque a casca no forno. Daí é só preencher com os confetes, fechar a abertura com papel de seda e decorar com canetinha colorida, tinta, glitter... 

3. Controle de pragas 
Para impedir que lesmas e lagartas ataquem seus vasos, espalhe cascas de ovos esmagadas na terra, ao redor das plantinhas. O cálcio do invólucro do ovo mudará rapidamente o pH (índice de acidez) do solo, tornando-o menos ácido e afastando os bichinhos. Assim você evita o uso de pesticidas químicos! 

4. Café menos ácido 
Duas substâncias presentes nos grãos - o ácido clorogênico lactonas e o fenil indane - provocam acidez, que muitas vezes ataca estômagos mais sensíveis. Para neutralizá-la, use o pH alcalino da casca do ovo. Basta colocar uma casca (limpa) no filtro da cafeteira. A bebida não perde o sabor. 

5. Abrasivo ecológico 
Pense em quantas palhas de aço vão para o lixo diariamente e poluem o planeta. Pois cascas de ovos limpas e esmagadas substituem com eficiência esse produto na hora de limpar panelas e frigideiras. Basta colocar um punhado na esponja já ensaboada. 

6. Sementeiras práticas 
Se você gosta de ter à mão temperos frescos, experimente usar a casca de ovo como sementeira no seu jardim. Preencha metade de várias cascas com terra, coloque dentro a semente desejada e plante-as. Como as cascas são biodegradáveis (ao contrário dos potes plásticos), a muda fica em contato direto com o solo depois para crescer. 

7. Terra superfértil! 
A compostagem (decomposição de resíduos orgânicos, como restos de vegetais e legumes crus, que depois são transformados em nutrientes para a terra) é o método mais eficiente para reduzir o lixo doméstico. As cascas de ovos degeneram-se rapidamente numa pilha de compostagem, contribuindo com cálcio e outros minerais valiosos para o solo. Suas plantinhas ficarão mais fortes e bonitas! 

8. Moldes para gelatina 
Torne mágica a hora da sobremesa. Fure uma das extremidades da casca do ovo com agulha e, cuidadosamente, abra uma pequena abertura na outra ponta. Assopre o buraquinho menor para que a clara e a gema saiam do outro lado. Limpe o interior com água e sabão e seque a casca no forno. Agora preencha-a com o líquido da gelatina e feche o furinho menor com esparadrapo. Coloque o "recipiente" em pé na caixa de ovo e leve à geladeira para a gelatina endurecer. Retire o esparadrapo antes de servir (as crianças devem quebrar o "ovo" na hora de comer). 

9. Lâminas afiadas 
De tempos em tempos, triture algumas cascas de ovo (lave-as e coloque-as no forno para secar) no liquidificador. O atrito delas com as lâminas deixa o metal afiado. E não jogue fora o pó que se formou - guarde-o num vidro em temperatura ambiente. Rico em cálcio, ele pode ser misturado na farinha de bolos e pães (basta uma pitada) para complementar a necessidade do mineral na alimentação. 

10. Alívio para picadas 
Se você ou alguém da família passa o verão sofrendo com a alergia causada por picadas de mosquito, tenha sempre à mão esta receitinha natural, que alivia a vermelhidão e a coceira. Lave, seque e esmague a casca de ovo e deixe-a de molho por 2 dias num pequeno frasco de vinagre de maçã. Passe a solução na área afetada três ou mais vezes ao dia. Durante o molho no vinagre, forma-se o sal acetato de cálcio que, ao cristalizar, esquenta a pele trazendo sensação de conforto.

Atendimentos pelo SUS só serão aceitos com apresentação de cartão

Atendimentos pelo SUS só serão aceitos com apresentação de cartão




Desde o mês de março de 2012, o Cartão Nacional de Saúde, mais conhecido como Cartão SUS (Sistema Único de Saúde) é obrigatório nos atendimentos na rede pública e privada em todo o país. Para obter o cartão, o cidadão deve se dirigir, das 8h às 17 h, a uma das Unidades Básicas de Saúde (UBS), apresentando CPF, RG e comprovante de residência ou certidão de casamento. No caso de crianças, os documentos necessários são certidão de nascimento e comprovante de residência. A apresentação do Cartão SUS é obrigatória e indispensável em caso de internação, realização de exames e recebimento de medicamentos.

De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde, a ausência do Cartão SUS nunca foi impedimento para que o paciente seja atendido na rede municipal de saúde, porém os usuários sempre são orientados a providenciar o documento para apresentá-lo na próxima vez em que for utilizar o serviço de saúde. Ainda segundo a Secretaria, as pessoas que já têm o cartão não precisam fazer outro. Conforme o Ministério da Saúde, a ação tem o objetivo de criar um banco de dados com o histórico de cada paciente, que poderá ser acessado em qualquer local do país.

segunda-feira, 2 de abril de 2012

RN: Greve da saúde estadual começa nesta segunda-feira



Os servidores estaduais da saúde entram em greve por tempo indeterminado nesta segunda-feira, dia 2 abril. Eles se concentram em frente ao Walfredo Gurgel em um Ato Público de 9h às 10h, onde devem sair em passeata com parada de 10 minutos na Unicat, com mais uma parada de 10 minutos no João Machado, e mais 10min no Hemonorte, com encerramento às 11h30. À tarde deverá haver reuniões por local de trabalho, organização da greve e escolha do comando de greve. A paralisação foi decidida em assembleia dos servidores do dia 16 de março. Na audiência ocorrida no dia 19 de março não houve avanços nas negociações e ultima, marcada para o dia 28 de março, foi desmarcada pelo governo.

A pauta pede o pagamento de plantões trabalhados entre agosto de 2010 e março de 2011 que até hoje não foram pagos, reajuste de 14,92% (referente a inflação dos últimos dois anos), implantação de uma tabela de incentivo à qualificação, incorporação de gratificações, contratação de pessoal e melhores condições de trabalho para diminuir a sobrecarga dos servidores. A pauta também pede a finalização das reformas nos hospitais Santa Catarina, na Zona Norte de Natal, e Rafael Fernandes, em Mossoró. Entre outros pontos.

domingo, 1 de abril de 2012

Síndrome de Burnout e o profissional da educação


Síndrome de Burnout é um distúrbio psíquico de caráter depressivo, precedido de esgotamento físico e mental intenso, definido por Herbert J. Freudenberger como "(…) um estado de esgotamento físico e mental cuja causa está intimamente ligada à vida profissional".
Descrição
A síndrome de Burnout (do  inglês to burn out, queimar por completo), também chamada de síndrome do esgotamento profissional, foi assim denominada pelo psicanalista nova-iorquino, Freudenberger, após constatá-la em si mesmo, no início dos anos 1970.

A dedicação exagerada à atividade  profissional é uma característica marcante de Burnout, mas não a única. O desejo de ser o melhor e sempre demonstrar alto grau de desempenho é outra fase importante da síndrome: o portador de Burnout mede a auto-estima pela capacidade de realização e sucesso profissional. O que tem início com satisfação e prazer, termina quando esse desempenho não é reconhecido. Nesse estágio, necessidade de se afirmar, o desejo de realização profissional se transforma em obstinação e compulsão

Estágios
São doze os estágios de Burnout:
  1. Necessidade de se afirmar
  2. Dedicação intensificada - com predominância da necessidade de fazer tudo sozinho;
  3. Descaso com as necessidades pessoais - comer, dormir, sair com os amigos começam a perder o sentido;
  4. Recalque de conflitos - o portador percebe que algo não vai bem, mas não enfrenta o problema. É quando ocorrem as manifestações físicas;
  5. Reinterpretação dos valores - isolamento, fuga dos conflitos. O que antes tinha valor sofre desvalorização: lazer, casa, amigos, e a única medida da auto-estima é o trabalho;
  6. Negação de problemas - nessa fase os outros são completamente desvalorizados e tidos como incapazes. Os contatos sociais são repelidos, cinismo e agressão são os sinais mais evidentes;
  7. Recolhimento;
  8. Mudanças evidentes de comportamento;
  9. Despersonalização;
  10. Vazio interior;
  11. Depressão - marcas de indiferença, desesperança, exaustão. A vida perde o sentido;
  12. E, finalmente, a síndrome do esgotamento profissional propriamente dita, que corresponde ao colapso físico e mental. Esse estágio é considerado de emergência e a ajuda médica e psicológica uma urgência
Os sintomas são variados: fortes dores de cabeça, tonturas, tremores, muita falta de ar, oscilações de humor, distúrbios do sono, dificuldade de concentração, problemas digestivos. Segundo Dr. Jürgen Staedt, diretor da clínica de psiquiatria e psicoterapia do complexo hospitalar Vivantes, em Berlim, parte dos pacientes que o procuram com depressão são diagnosticados com a síndrome do esgotamento profissional. O professor de psicologia do comportamento Manfred Schedlowski, do Instituto Superior de Tecnologia de  Zurique (ETH), registra o crescimento de ocorrência de "Burnout" em ambientes profissionais, apesar da dificuldade de diferenciar a síndrome de outros males, pois ela se manifesta de forma muito variada: "Uma pessoa apresenta dores estomacais crônicas, outra reage com sinais depressivos; a terceira desenvolve um transtorno de ansiedade de forma explícita", e acrescenta que já foram descritos mais de 130 sintomas do esgotamento profissional. 

Burnout é geralmente desenvolvida como resultado de um período de esforço excessivo no trabalho com intervalos muito pequenos para recuperação. Pesquisadores parecem discordar sobre a natureza desta síndrome. Enquanto diversos estudiosos defendem que burnoutrefere-se exclusivamente a uma síndrome relacionada à exaustão e ausência de personalização no trabalho, outros percebem-na como um caso especial da depressão clínica mais geral ou apenas uma forma de fadiga extrema (portanto omitindo o componente de despersonalização).

Trabalhadores da área de  saúde são freqüentemente propensos ao burnout. Cordes e Doherty (1993), em seu estudo sobre esses profissionais, encontraram que aqueles que tem freqüentes interações intensas ou emocionalmente carregadas com outros estão mais suscetíveis.

Os estudantes são também propensos ao burnout nos anos finais da escolarização básica (ensino médio) e no ensino superior; curiosamente, este não é um tipo de burnout relacionado com o trabalho, mas com o estudo intenso continuado com privação do lazer, de actividades lúdicas, ou de outro equivalente de fruição hedónica. Talvez isto seja melhor compreendido como uma forma de depressão. Os trabalhos com altos níveis de stress ou consumição, podem ser mais propensos a causar burnout do que trabalhos em níveis normais destress ou esforço. Policiais, Taxistas, bancários, controladores de tráfego aéreo, engenheiros, músicos, professores e artistas parecem ter mais tendência ao burnout do que outros profissionais. Os médicos parecem ter a proporção mais elevada de casos de burnout (de acordo com um estudo recente no Psychological Reports, nada menos que 40% dos médicos apresentavam altos níveis de burnout)

A chamada Síndrome de Burnout é definida por alguns autores como uma das conseqüências mais marcantes do estresse ou desgaste profissional, e se caracteriza por exaustão emocional, avaliação negativa de si mesmo, O termo Burnout é uma composição de burn=queima e out=exterior, sugerindo assim que a pessoa com depressão e insensibilidade com relação a quase tudo e todos (até como defesa emocional). esse tipo de estresse consome-se física e emocionalmente, passando a apresentar um comportamento agressivo e irritadiço.

Essa síndrome se refere a um tipo de estresse ocupacional e institucional com predileção para profissionais que mantêm uma relação constante e direta com outras pessoas, principalmente quando esta atividade é considerada de ajuda (médicos, enfermeiros, professores). Bancários também podem estar sofrendo dessa síndrome, pois lidam com outras pessoas e sofrem com os problemas financeiros dos seus clientes por diversas vezes. Totalmente adversos dos banqueiros, os bancários são trabalhadores que vivem a angústia do cliente e não conseguem ter a visão de que eles são apenas consumidores.

A Síndrome de "Burnout" em Professores

A burnout de professores é conhecida como uma exaustão física e emocional que começa com um sentimento de desconforto e pouco a pouco aumenta à medida que a vontade de lecionar gradualmente diminui. Sintomaticamente, a burnout geralmente se reconhece pela ausência de alguns fatores motivacionais: energia, alegria, entusiasmo, satisfação, interesse, vontade, sonhos para a vida, idéias, concentração, autoconfiança e humor.

Um estudo feito entre professores que decidiram não retomar os postos nas salas de aula no início do ano escolar na Virgínia, Estados Unidos, revelou que entre as grandes causas de estresse estava a falta de recursos, a falta de tempo, reuniões em excesso, número muito grande de alunos por sala de aula, falta de assistência, falta de apoio e pais hostis. Em uma outra pesquisa, 244 professores de alunos com comportamento irregular ou indisciplinado foram instanciados a determinar como o estresse no trabalho afetava as suas vidas. Estas são, em ordem decrescente, as causas de estresses nesses professores:
  • Políticas inadequadas da escola para casos de indisciplina;
  • Atitude e comportamento dos administradores;
  • Avaliação dos administradores e supervisores;
  • Atitude e comportamento de outros professores e profissionais;
  • Carga de trabalho excessiva;
  • Oportunidades de carreira pouco interessantes;
  • Baixo status da profissão de professor;
  • Falta de reconhecimento por uma boa aula ou por estar ensinando bem;
  • Alunos barulhentos;
  • Lidar com os pais.
  • Os efeitos do estresse são identificados, na pesquisa, como:
  • Sentimento de exaustão;
  • Sentimento de frustração;
  • Sentimento de incapacidade;
  • Carregar o estresse para casa;
  • Sentir-se culpado por não fazer o bastante;
  • Irritabilidade.
  • As estratégias utilizadas pelos professores, segundo a pesquisa, para lidar com o estresse são:
  • Realizar atividades de relaxamento;
  • Organizar o tempo e decidir quais são as prioridades;
  • Manter uma dieta equilibrada ou balanceada e fazer exercícios;
  • Discutir os problemas com colegas de profissão;
  • Tirar o dia de folga;
  • Procurar ajuda profissional na medicina convencional ou terapias alternativas.
  • Quando perguntados sobre o que poderia ser feito para ajudar a diminuir o estresse, as estratégias mais mencionadas foram:
  • Dar tempo aos professores para que eles colaborem ou conversem;
  • Prover os professores com cursos e workshops;
  • Fazer mais elogios aos professores, reforçar suas práticas e respeitar seu trabalho;
  • Dar mais assistência;
  • Prover os professores com mais oportunidades para saber mais sobre alunos com comportamentos irregulares e também sobre as opções de programa para o curso;
  • Envolver os professores nas tomadas de decisão da escola e melhorar a comunicação com a escola.

Como se pode ver, o burnout de professores relaciona-se estreitamente com as condições desmotivadoras no trabalho, o que afeta, na maioria dos casos, o desempenho do profissional. A ausência de fatores motivacionais acarreta o estresse profissional, fazendo com que o profissional largue seu emprego, ou, quando nele se mantém, trabalhe sem muito apego ou esmero.
http://pt.wikipedia.org/wiki/S%C3%ADndrome_de_Burnout

Secretaria Estadual de Saúde do RN tem dívida de R$ 85 milhões






A Secretaria de Saúde Pública do RN tem uma dívida de R$ 85 milhões de reais. Apenas junto as empresas farmacêuticas e de equipamentos médico hospitalares chega a R$ 74 milhões. Outra dívida de R$ 11 milhões, se acumula junto aos hospitais da rede privada, por contratação de leitos hospitalares em Unidades de Terapia Intensiva.

Esses dados foram fornecidos a imprensa pelo médico Domício Arruda, titular da Pasta. Ele informou ainda que esse ano, por causa de dívidas, grande parte dos fonecedores, se recusaram a continuar trabalhando com o governo. Com esses fornecedores deixando de fornecer medicamentos e equipamentos, tal fato gerou desabastecimento crítico em vários hospitais da rede pública há duas semanas atrás.

sexta-feira, 30 de março de 2012

MP vai apurar irregularidades nas áreas de saúde e educação em Caicó.



O promotor Carlos Henrique da Silva, informou na tarde dessa quinta feira, que vai dar entrada em investigação através de inquéritos instaurados, para apurar irregularidades nas áreas de saúde e educação, no município de Caicó.

De acordo com o promotor, no município, serão investigados a falta de realização de pré natal, a realização de consultas de ortopedia e reumatologia para os usuários do SUS.

Na área da educação será investigado o pagamento do salário mínimo e do adicional de insalubridade ao funcionalismo municipal, assim como também o pagamento dos professores municipais. As denúncias foram feitas pelo Sindserv de Caicó.